quinta-feira, 22 de abril de 2010

Não sei como vai se chamar esta história, ainda!


Hoje começa a história de Alba, e dela vamos saber o suficiente para dizer se era loucura ou o que chamamos de desconhecido...
Nasceu em um inverno rigoroso à menina branca, de olhos e cabelos negros, filha única foi amada assim que sua mãe descobriu estar grávida após cinco tentativas de gravidez o sonho era agora real.
Esta menina cresceu feliz e aos seis anos já lia sozinha e foi direto para a primeira série, nada parecia ser difícil para ela e daí começaria seus problemas, as meninas a achavam estranha por ser calada e faziam algumas maldades, como beliscar, chutar e puxar seus cabelos. Mas o pior estava reservado para o segundo ano primário, no final do recreio Alba foi comprar balas na lanchonete da escola e resolveu ir até o banheiro, quando entrou a trancaram por fora e a pobre Alba entrou em desespero, suava frio, as lágrimas já haviam molhado toda a blusa e ela sentia o coração bater, este medo se transformaria em pavor, contudo, ela se calaria e no futuro os problemas iriam aparecer depois de um longo tempo a servente ouviu o pedido de socorro e tirou a menina de lá, levou-a até a diretora uma mulher velha e rancorosa (mais esta é outra história e no momento certo falarei desta pessoa), o que pouco adiantou, pois Alba não sabia quem tinha feito aquela maldade e mesmo que soubesse não falaria por medo das represálias de suas “colegas” de sala. Sua mãe ia buscá-la todos os dias e sempre que perguntava como tinha sido seu dia Alba não reclamava e mentia dizendo que tudo foi bem, normal. No fins de semana a menina brincava sozinha com suas bonecas, lia e ouvia histórias na sua vitrola, na casa tinha um lindo jardim e sua mãe havia feito no oitão uma horta, e sempre chamava a filha para colherem alface, couve, tomates, salsa, era de momentos assim que nossa amiguinha mais gostava, seu pai viajava muito trabalhava em uma multinacional e passava às vezes até 15 dias longe de casa, quando voltava lhe enchia de presentes e carinhos, sem duvida ela era muito feliz.
O ano foi passando e mais um acontecimento iria machucar física e psicologicamente Alba, já perto do final do ano recebeu a noticia que estava passada por média, suas colegas morreram de inveja e então na hora da saída encurralaram Alba na parede fora do colégio, uma menina grande loira, gorducha com cara de estúpida começou a caçoar e humilhar dizendo que todos sabiam que ela era doida, então Alba tentou correr e a menina loira deu enorme tapa na sua face branca deixando lá seus cinco dedos gordos e cruéis. Por sorte a mãe de Alba chegou e indignada afastou as meninas, pegou Alba e entrou no colégio, sua mãe tremia chorava.
Foi ter com a diretora, agora sim descreverei esta criatura nefasta, diziam que ela tinha sido freira, mas por algum motivo ela guardava o porquê não era mais, uma mulher de feição masculina, cabelos brancos, usava quase sempre marrom as saias tinham a cintura lata e as blusas brancas aumentavam seus seios, tinha bigode, mãos grandes, um olhar frio e distante que poderia mudar para um frio cortante, tratava mal os funcionários e os alunos, poucos caiam na sua graça.
A mãe de Alba foi direto para sua sala e um tanto nervosa bateu na porta onde um reluzente nome dourado estava preso, entrou e começou a falar e reclamar pediu providencias e a velha bruxa má (existem bruxas boas), levantou deu a volta na sala e olhando de mãe para filha argumentou: Nada posso fazer com o que acontece fora da escola, contudo, se Alba me disser o nome das coleguinhas poderei chamar os pais e a senhora para uma conversa.
Alba quis morrer nesta hora, isso era o que ela temia nomes, dolorosamente foi dizendo um por um, suava e chorava. Quando terminada a tortura foi para casa com sua mãe que beijava seu rosto vermelho e lhe abraçava, foi uma noite difícil, Alba estava inquieta e sua mãe a levou para sua cama e dormiram abraçadas.
No outro dia Alba não quis ir à aula e sua mãe ligou para escola avisando que ela não estava bem, a diretora ironicamente perguntou como faria, pois já havia chamado os pais, a mãe de Alba respondeu que era um assunto da escola e depois veria o que fazer. Por graça do destino o pai da menina chegou no outro dia e resolveu o assunto rapidamente transferindo a filha para outro colégio, afinal ela já estava passada por média. Este assunto foi encerrado por ordem do pai, que disse que Alba tinha que aprender a se defender que o mundo tanto tinha pessoas boas como pessoas más.
Os anos passaram e Alba foi crescendo fazendo amigos, tinha ainda uns momentos que parecia não estar em lugar nenhum, assim começou o que não explica.
Certa noite enquanto dormia acordou com uma mão lhe acariciando o rosto, surpresa não viu nem seu pai e nem sua mãe levantou e ao passar pelo relógio de pendulo do corredor viu que marcava três horas da madrugada e no quarto seus pais dormiam, voltou para o quarto e passou um tempo acordada porem o sono venceu a menina.
Continua.

8 comentários:

KINHA disse...

Olá amiga

Um ótimo final de semana.Se necessitar de companhia, eu estarei postando durante todo o final de semana.
No post de hoje à noite, estarei conversando com todas as amigas e seguidoras.

Bjo

Isabel Preto disse...

Olá Rê:
coloquei seu selo no meu blog e venho desculpar-me pela minha ausência, porém nunca me esqueço das amigas lindas, como tu, que fui encontrando por aqui.
Alba merece ser feliz! Ao ler a tua história, pensava na minha Sara, pois ela é muito tímida e insegura. Nunca responde e fica magoada com as mais pequenas coisas...Às vezes, tenho receio que alguém lhe faça mal e ela nem comente.

Beijos grandes.

Anônimo disse...

Querida Renata,
parabéns pelo novo blog! Estamos juntas, com o oceano pelo meio, como sempre, mas muito perto. Felicidades e boa escrita!
Beijinho grande, e votos de um fim de semana maravilhoso
Vera de Vilhena

Bordados e Retalhos disse...

Amei essa história cheia de lições de vida. Estou doida pra ler a continuidade. Bjs

Wanderley Elian Lima disse...

Muito bom o texto, aguardo ansioso a continuação.
Um ótimo fim de semana
Beijos

Andréa disse...

O texto é muito bom mesmo, vim conhecer o seu blog através do amigo Ricardo Calmon...
Vou esperar para ler a continuação, isso muitas vezes acontece em escolas.

Um abraço

SUELY PERES disse...

AMIGA, VIM RETRIBUIR A VISITA E LHE DESEJAR TAMBÉM UM ÓTIMO FIM DE SEMANA. DEIXO UM CONVITE PARA CONHECER O OUTRO BLOG. BEIJINHOS

http://culinariadosamigos.blogspot.com

Pelos caminhos da vida. disse...

Bom texto, aguardo o próximo...

Bom domingo.

beijooo.