segunda-feira, 9 de maio de 2011

Missiva


Na partida viu-se um papel voando na nevoa de chuva, parecia ser novo de boa qualidade com letras nele em azul a tinta era também de boa qualidade, pois, não borrou com o vapor d’água, o que estava escrito naquele que paira no ar e rodopiava como se dissesse me apanha e decifra-me.
Quem teria confeccionado tal mensagem e por que ela fugirá do seu criador?
Seria talvez para não ser entregue ao destinatário?
O que ali estava escrito era cruel demais?
Nada seria respondido se não fosse lido por quem deveria receber o papel, quanta especulação em algo tão fútil que se deixa levar pelo vento.
De repente decidiu vou pegar e começou a pular feito bobo em uma dança desconexa e ridícula, falava para algo sem vida, “venha, venha...” o que o deixava mais tolo.
Quando por fim estava em suas mãos bateu uma insegurança, uma vergonha de como se tivesse se apropriado indevidamente daquele papel. Que curiosidade, como eu um homem adulto fico pulando atrás de um papel molhado...
Passados alguns minutos procurou um lugar seco e sentou para ler.
“Querida Melissa.
A noite chegou e promete ser de chuva e frio e sinto tua falta, quem dera pudesse estar deitado ao teu lado ouvindo teu coração, sorrindo do nada e vendo teu sorriso cumplice do meu. Ao entardecer tudo parece triste longe de ti, a chuva são minhas lágrimas dizendo que a saudade dói em meu peito, posso sentir o cheiro de teu perfume e a maciez de tua pele, contudo, não há tenho, haverá um remédio para tanta angustia?
Respondo-te, não.
Estamos com problemas de energia e telefonia parece que todos conspiram contra nosso amor. Só te peço minha amada Melissa não me esqueça, pois te guardo em meu coração, a luz da vela esta por terminar vou ainda escrever o envelope talvez chegue antes desta missiva.

Teu Saulo.”
O homem ficou perplexo segurando a carta na mão e sentiu uma tristeza enorme o que faria um homem se apaixonar e declarar isto a uma mulher?
Até então ele sentia que podia ser uma fraqueza e todos ririam dele.
Mas teve a dignidade de pensar e saiu como louco procurando algo e lá estava no arbusto preso como se esperasse ser encontrado um envelope endereçado.
O que ele fez ficou claro e assim em uma manhã de sol chegou às mãos de Melissa a carta de seu amor, entre sorrisos e lágrimas ela não tinha como responder, pois não havia como, Saulo não informou. Tanto amor sem resposta e a pergunta agora é, para que declarar um amor se não vai vive-lo?
Esta resposta nem o vento e muito menos o homem estranho poderá responder. 







7 comentários:

Wanderley Elian Lima disse...

Muitos amores sem respostas existem por aí, mas que ainda não perderam a esperança da chegada dos carteiros. Adorei texto e música.
Bjux

Evanir disse...

Mesmo que a palavra "obrigado" signifique tanto,
não expressará por inteiro o quanto seu
gesto atencioso e delicado foi importante
para mim no dia de hontem."
Dias da mães...Hoje ja não tenho mais a minha.
Mais sou mãe ..isso faz com
que esse dia fosse menos triste.
E tenho o carinho da sua amizade
Que é tão importante para mim.
Obrigada de todo coração.
beijos,beijos,Evanir.

www.aviagem1.blogspot.com

Marilu disse...

Querida amiga, meu blog Devaneios está completando um aninho de vida, e gostaria de convidá-la para comemorar. Tem um selinho lá para você. Tenha uma linda semana. Beijocas

Sonhadora disse...

minha querida

Adorei o texto...o vento tráz e leva amores, como a vida.

Beijinho com carinho
Sonhadora

"Voando com Borboletas" disse...

E porque não declará-lo?
Adorei o texto!
Amei seu espaço e espero sua visita!
Uma ótima seman pra vc!
Bjs
Borboleta

Everson Russo disse...

Esse vento que muitas vezes nos toca o corpo...tambem toca a alma...grande beijo de bom dia pra ti.

manuela baptista disse...

Renata

em matéria de amor,
as perguntas só complicam

e estranhos somos também nós, se por um acaso soubermos a resposta

um beijo

manuela