quinta-feira, 28 de abril de 2011

Noite de autógrafos


Hora
sábado, 30 de abril · 18:00 - 19:30

Localização
109 Monroe St., Ironbound, Mantena Global Care, Newark (NJ)- USA

Criado por

Mais informações
CONVITE

Lançamento do livro de ficção "Corpo Cindido".

Viaje pelo universo da consciência masculina e feminina. Venha conhecer a beleza e a ternura de um amor que transgride as leis humanas e do Direito Civil.
Seria este amor sagrado ou profano? Proibido ou abençoado?
Venha bater um papo com a escritora Rita Schultz.

P.S.: Em data a ser agendada, lançamento também na comunidade brasileira da "Big Apple", na sede da Brazilian Endownment for the Arts (BEA).


Para saber mais:

http://www.facebook.com/pages/Corpo-Cindido/190360064331244

sábado, 16 de abril de 2011

Honrada em ser co-autora (com a nova reforma coautora) e Participar deste Projeto de Jacqueline Aisenman.





VARAL ANTOLÓGICO: UM ANO DE VARAL DO BRASIL!

A revista Varal do Brasil nasceu em Genebra em 2009 com o desejo de difundir novos e consagrados escritores de uma maneira nova: Literária, mas sem frescuras!
Distribuída informalmente por e-mail, em blogs, sites e redes sociais, a revista virtual aos poucos foi se firmando como um ponto de encontro não só de escritores, mas de artistas em geral.
Na revista são divulgados autores que escrevem informal ou profissionalmente. Os mesmos escritores têm espaço no site (www.varaldobrasil.com) junto com artistas que fazem música, pintam, desenham, fazem artesanato, esculpem... O site do Varal é um porto carinhoso e virtual para todos os tipos de arte!
Ao completar o primeiro ano, em novembro de 2010, foi lançada a ideia de uma coletânea impressa, ideia esta muito bem aceita por autores e leitores.
Todos os detalhes do livro foram escolhidos com especial carinho para evidenciar o talento dos trinta e oito autores escolhidos para participar da obra.
Convidado, o poeta Alcides Buss enviou o poema “Idades de Ser Feliz”, que abre o livro. A poeta e escritora catarinense Regina Carvalho prefaciou a obra comparando seus autores à Galáxia de Gutenberg.
O jornalista e escritor lagunense, radicado em Florianópolis, Celso Martins da Silveira Jr., assinou as orelhas. A capa traz arte gráfica de Isabella Sierra  em inusitada  clicada de Fátima Michels.
Encarregado de todo o processo editorial e impressão do Varal Antológico, o premiado autor catarinense Carlos Schroeder, encabeçando a equipe da Design Editora de Jaraguá do Sul em Santa Catarina.
O Varal Antológico conta com trinta e oito (38) autores e está sendo organizado pela redatora-chefe da revista, Jacqueline Aisenman.

O lançamento da coletânea será em Florianópolis, na Livraria do Shopping Beira-Mar no dia 13 de maio às 19h30m.
Após esta data o livro estará à venda nas 18 Livrarias Catarinense e Curitiba em Porto Alegre, Curitiba, Florianópolis e São Paulo.

Também para todo o Brasil pelo site das Livrarias Curitiba: www.livrariascuritiba.com.br

Em Genebra, Suíça, o livro estará à venda na Livraria Camões – Boulevard James Fazy no. 18 – 1201 ou pelo site da livraria:  www.livraria-camoes.ch


terça-feira, 12 de abril de 2011

DEPOIS DE RIR MUIIITO DESÇA E LEIA O TEXTO E VOLTE AO NORMAL. PARA ESCLARECER NADA HAVER UM COISA COM A OUTRA...

Fio e Laçada e Assim..


Existiu um momento ele passou pelo tempo de não ser percebido, ainda assim se eternizou em lágrimas ou sorrisos. Assim era a vida de Heloisa e seus desejos, tricotava por horas, dias, meses e assim formava seus contos, em fio de linha colorida, cada ponto se transformava em carreira e assim nas tranças vidas se cruzavam.
Dom ou maldição ela nunca conseguiu explicar, pois tudo que por ali se enlaçava criava uma expectativa ou acabava por fim a todas e assim um ponto do tricô aumentava e outro logo em seguida apertava. Confusa por vezes Heloisa ficava e tentava voltar desfazendo o nó mais estava muito apertado e este não cedia a indignação da artesã, aos poucos ela pode observar que estas falhas davam uma beleza ao trabalho, que lhe dava personalidade e para sua alegria observou que não errava o mesmo ponto e sim os novos. A colcha parecia que iria cobrir o mundo, seus pontos por vezes pareciam flores, ou estrelas, caracóis de um cabelo branco, pontos mais largos pareciam rugas que se acentuavam também a sua face, o trabalho de uma vida e de longo tempo...
As lágrimas de Heloisa faziam a linha se tornar um desafio à agulha que rangia ao fazer um nó apertado, seu sorriso alargava frouxando o ponto. Vez por outra ela via no fio branco um pelo e sorria era um cílio tirava colocava na palma da mão fazia um desejo e contava quantas tapas deu na mão para que ele se soltasse, o numero indicava o tempo do desejo se realizar e sorrindo voltava ao tricotar. Perdida em seus sonhos, pensamentos ali ficava ao lado um cesta cheia de linhas coloridas, seu gato com os olhos desejosos para se aninhar no meio de todos e desalinhar os fios de Heloisa que apenas sorria como se soubesse do desejo do gato.
Um ponto apertado,
Outro mais solto...
Uma puxada do fio da pata do gato.

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Caminhos e para onde nos leva...






Caminhos alguns de grama macia, areia de praia, rodeado de flores, caminhos do coração.
Caminhos de pedra, de areia batida e seca, caminhos desertos, caminhos incertos, caminhos sem coração e sem razão.
Caminhos são escolhas, rumo, desaprumo, neles ou nos perdemos ou quiçá no encontramos.
Caminhos...

quarta-feira, 30 de março de 2011

O QUE SERIA DE NÓS ADULTOS SEM A ALEGRIA DE UMA ANIMAÇÃO?????

Pode parecer infantil, bobo, mas para ser feliz algumas vezes deixe a criança que existe dentro de você aparecer, assim neste momento seus sentimentos bons apareceram e toda inocência adormecida despertará, e aí nossa! - o sorriso vai ser puro, sua felicidade será capaz de iluminar todo o espaço a sua volta...
Liberte esta criança nem que seja pelo tempo deste trailer, seja extremamente feliz...

sábado, 26 de março de 2011

História, apenas uma história!




O tempo e suas histórias, personagens retratados, lugares reais ou imaginários, tramas, romances, terror e muitos gêneros, outros tantos...
Esta história não trás nada de paranormal, nem mistério ou será que sim, contudo nunca, nunca auto- ajuda, existem profissionais que podem fazê-lo, acredito que exista uma busca por algo difícil de se encontrar ou de perceber que sempre esteve lá.
Esta história começa com um Homem e seu cachorro, solitários cada qual no seu canto na varanda de uma casa no meio da devassidão de uma floresta, os olhos distantes além das árvores, dos lagos sem indagar o que haveria além deste lugar...
Dias e noites passavam e tudo permanecia como de costume, calor, frio, não se percebia o som de musica que o vento cuidadosamente trazia o cheiro da primavera e nem as cores que generosamente se desdobravam para chamar a atenção quase gritando é primavera, nada parecia despertar a atenção do Homem e seu cachorro. Só reclamavam do inverno, esta ocasião fria parece despertar os dois de uma inercia irritante.  O Homem do frio nos ossos, da gripe, do cobertor velho, da pouca comida, o cão uivava quando ia urinar nas árvores que o ignorava por completo castigo vai se saber, entretanto merecido afinal não se usa algo ou alguém e nunca agradece ou presta atenção no que esta ali bem a sua frente.
La estava dois amigos que não sabiam viver, um não falava outro não latia, tudo era silêncio, chato, maçante, sem vida e assim poderia se passar cem anos, o fogo estalava, brasa leve ficava pairando, dançando na fumaça quente...
Passou o inverno, e veio a primavera, algo quebrou aquela melancolia, diria exterminou, o cachorro que sempre mantinha a cabeça baixa não resistiu e começou a farejar, o rabo em riste, depois de muito esforço um latido rouco, o Homem arregalou os olhos, ajeitou a roupa, esfregou as mãos e como o cachorro respirou profundamente para sentir algum cheiro diferente.
Aconteceu o improvável resolveu ir investigar, chamou o cão e lá foram os amigos mais assustados do que curiosos. Depois de uns trinta minutos mais ou menos parou, o Homem não acreditou a sua frente estava se erguendo uma enorme e linda casa, saiu arrodeando o local e estava escrito “le bonheur Chale », ficou olhando o desenho da placa, há anos não via algo tão lindo, uma casa, pessoas sorrindo, guardas-sol brancos, cadeiras confortaveis, pensou quanta felicidade, se deu conta que nem lembrava que esta palavra existia.
Chamou o cão é voltaram mais uma vez em silencio, na clareira se deteve e olhou para sua casa descascada, a cadeira velha com assento fundo e gasto, o tapete do cachorro mais fino que papel e o cão assustou uma lágrima caiu na roupa do homem...
Continua...

sexta-feira, 18 de março de 2011

Sertaneja.



 


Na adversidade de um momento, da terra árida, em seu vermelho e alaranjado surge uma sombra de um ser irresoluto, miragem no deserto por entre mandacarus e palmas, união do feminino em luta contra os infortúnios, pele rachada como o chão e olhos secos sem lágrimas como açude sem água no sertão. Na cabeça uma lata com água cor de barro e gosto de lama salgada sem respingar na terra ávida por ela com ou sem gosto de nada, como chuva que nem chega a cair evapora no ar na quentura.
Assim se arrasta a mulher e o sertão, na espera da água do céu, para fazer florescer papoula e enfeitar os cabelos da morena em dia de ladainha na casa de pau a pique.










quarta-feira, 16 de março de 2011

Jacqueline Aisenman - Livros.

A partir de maio estarão nas livrarias Curitiba (Catarinense) de Porto Alegre à São Paulo.
Poesia nos Bolsos (poemas) e Lata de Conserva (histórias curtas)
PARABÉNS JACQUELINE.





sábado, 12 de março de 2011

Clarice

Minha força está na solidão. Não tenho medo nem de chuvas tempestivas nem de grandes ventanias soltas, pois eu também sou o escuro da noite.
Clarice Lispector

quarta-feira, 2 de março de 2011

Poema à boca fechada




Não direi:
Que o silêncio me sufoca e amordaça.
Calado estou, calado ficarei,
Pois que a língua que falo é de outra raça.

Palavras consumidas se acumulam,

Se represam, cisterna de águas mortas,
Ácidas mágoas em limos transformadas,
Vaza de fundo em que há raízes tortas.

Não direi:

Que nem sequer o esforço de as dizer merecem,
Palavras que não digam quanto sei
Neste retiro em que me não conhecem.

Nem só lodos se arrastam, nem só lamas,

Nem só animais bóiam, mortos, medos,
Túrgidos frutos em cachos se entrelaçam
No negro poço de onde sobem dedos.

Só direi,

Crispadamente recolhido e mudo,
Que quem se cala quando me calei
Não poderá morrer sem dizer tudo.
José Saramago