segunda-feira, 5 de julho de 2010

Fugaz.


Hoje a poesia veio e se foi veloz como o vento, musical como ondas que quebram na areia da praia cobertas de conchas, como o sol a se esconder nas nuvens, como um susto, como um orgasmo, como piscar dos olhos apaixonados e o entardecer ao canto dos pássaros, o brilhar das estrelas, foi veloz, mas, ainda deixou umas palavras soltas que eu desrespeitosamente juntei.

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Poema Anônimo


Não acredita no amor...
 Não acredita em nada que dele vem.
Nem no sorriso, nem na lágrima.
Nem na rosa e nem no espinho.
 Hoje amarga em monocromático preto em branco.
Hoje indignação.
Hoje pergunta.
Do céu azul só vê a nuvem.
Na igreja não vê a cruz só sente o peso.
Da lágrima só o sal.
Do sabor o amargo.
No espelho a sombra.
Lembrança a dor.
Destas palavras nada leva.


O Brasil das Enchentes.

imagens retiradas da internet.


Enchentes, trombas d’água, enxurradas, alagamento, lama, lixo, doenças, pessoas desaparecidas e mortas, palavras ouvidas em todos os noticiários, então a pergunta é por quê?
A catástrofe que esta consumindo a força do povo nordestino já um tanto sacrificado, casa modestas cobertas de lama e lágrima todo o trabalho de uma vida o rio levou, pertences cama, ventilador, geladeira, televisor, pouca comida, roupas e documentos. Tudo muito assustador rostos enrugados e olhos tristes são o que aparece para falar e pedir ajuda pessoas andando na lama e tirando dela pedaços de alguma coisa que foi seu por anos, desespero, doações vem de todos os lugares, ainda assim parece pouco e por quanto tempo de ajuda serão necessários diante de tantas vidas que foram zeradas, milhares de desabrigados sem rumo. Olhos perdidos no tempo e no vazio, uma busca de que não se imagina ou se pode realizar. Nem adianta falar que palavras de conforto ajudarão estas pessoas tem fome, frio, desta maneira quem ouve ou consegue assimilar palavras de encorajamento. Surpreendente foi uma apresentadora de grande uma emissora de televisão perguntar a um homem que perdeu tudo como ele iria assistir ao jogo da seleção brasileira, existem comentários e perguntas que deveriam ser apagados, ou melhor, nem feito. Mas é assim cada um que sabe de seu sofrimento, de sua luta e da força que tem de buscar  para reconstruir sua vida tal como caranguejos que saem do mangue. 
Existem momentos que a realidade não bate e sim espanca o ser humano.


sexta-feira, 25 de junho de 2010

Calado... ô cara chato?






terça-feira, 22 de junho de 2010

Mulher Amada (FM)

Botero.


Quando tocada desfaleceu nos braços de seu amado.
Desfalecida sonhou amando em meio a margaridas,
Sempre vivas, flores do campo...
banhada por um rio de águas mornas
Viu-se despida das suas vergonhas, e beijada por um deus e se sentiu uma musa.
Ao abrir os olhos viu apenas um rosto, um homem e um sorriso.

domingo, 20 de junho de 2010

Aventurar-se!



sábado, 19 de junho de 2010

Amigos e o passado amigo...

Um banco de cimento no meio da praça onde se pode olhar para o chão e ver mosaicos, cada pedaço daquela cerâmica levou o homem a um ponto do seu passado, primeiro lhe veio à infância e suas brincadeiras de subir em árvores, muros para provar que ele era um super, hiper herói, igual aqueles que usavam mascara e capa, alguns voavam e outros ficavam invisíveis, ainda tinha o mundo tão grande que ele jamais conseguiria desvendar todos os segredos das árvores e muros que existiam, tinha um mar aberto a sua frente e muitas aventuras, entre coqueiros e vegetação rasteira, foi então que o homem suspirou, profundamente, longamente, foi-se infância da inocência, dos amigos sinceros que só queriam bolas de gude e figurinhas. Parou e ficou observando o vento que vinha da praia trazendo uma mistura de sal e gasolina, fechou os olhos para esquecer os outros tantos pedaços, mas a natureza humana é por vezes masoquista, saudosista, seja lá o que fosse era também um pouco de tristeza. Esticou as pernas e seu pé tirou sem querer uma cerâmica, era marrom e estava bem aranhada, chegou à adolescência e todas as crises e dúvidas que acometem jovens, sexo, amor, profissão, maledicência, malicia e sensualidade. Amigos que já vinham do maternal, jardins e alfabetização, hoje crescidos e diferentes, recordou as suas primeiras decepções e lágrimas, fora injustiçado, julgado e até que enxergou e deu um basta, um amigo partiu, morreu de forma estúpida, então refletiu a morte é estúpida quando se é adolescente e seus quinze, dezesseis, dezessete vão te levando a liberdade. Ele então pensou, porém eu passei por tudo e me fortaleci, trouxe comigo só os que valem à pena e expurguei o que era lixo social. Todavia sou tão jovem, já quase formado e novamente uma pedra tive que chutar do meu caminho, arrancar a erva daninha que sufocava meu jardim, de tudo fiz e faço para um amigo, sou o que sou defeitos tenho tantos que ainda me pesam nas costas, aos poucos vou tentando corrigir e transformá-los em qualidades, contudo e não posso mudar minha essência que trago do tempo dos amigos sinceros, dos que não se vendiam por uma carona, que não lamentavam esperando dinheiro e sim ajuda ou palavra de consolo, dos amigos que subiam nas árvores só por brincadeira e não por interesse ou falsas razões. O homem então viu que o tempo passava as horas, os minutos e os segundos, seria tão fantástico se pudesse reboninar a vida voltar só nas alegrias, mas, o que seria das rugas causadas por uma lágrima de dor que te fez limpar os olhos e ver que o sol sempre estará lá, das brigas amorosas que fazem o perdão ser ardente e prazeroso nesta história tudo estará integrado no caos que é nossa vida. Não se pode nascer duas vezes, nem morrer e voltar, todavia podemos nos regenerar e curar das mazelas da humanidade inclusive das nossas próprias. O homem, o banco, o mosaico faltando uma pedra e o tempo.


quarta-feira, 16 de junho de 2010

Marias



Brasil!!!!!



sábado, 12 de junho de 2010

Amor (texto um zilhão)



sexta-feira, 11 de junho de 2010

Patchwork




Cada retalho uma história ao final um arremate, a cada história contada aumenta um ponto, a cada ponto o pesponto, cada figura um personagem, cada furo da agulha no dedo uma pausa uma lágrima e quiçá um sorriso. E a história vai sendo confeccionada do retalho que já trás consigo também a história de como chegou ali...

terça-feira, 8 de junho de 2010

Obtuso



terça-feira, 1 de junho de 2010

tentativa poética.

A vida, a porta, um caminho, e no jardim flores, azuis, brancas, lilás, nos olhos um crisântemo, no lábio rubro rosa um disfarçado e malicioso sorriso. Em cada pensamento um pedido de sol ou de chuva, um renascer entre abelhas e borboletas levando e trazendo juras de amor coladas ao corpo. Na casa um retrato do tempo passado, no álbum um do presente, a cada movimento do ponteiro um beijo, em cada beijo um desejo, em cada desejo realizado uma alegria. Nesta dança encantada nada fica sem par. A cada vento frio um medo em sua partida recolhe e leva consigo, o sol acalenta a alma que exausta desfalece nos braços do tempo, ouvindo juras de amor que há tempos foram perdidas na gaveta repleta de papéis amarelos em letras desenhadas de azul. Ao anoitecer lá esta o silencio, a porta, e um jardim adormecido...




segunda-feira, 31 de maio de 2010

Uma Melodia.



quinta-feira, 27 de maio de 2010

angolo di Acqua - Véu das Noivas...


Quanta água, quanta...
Que força assombrosa, magnífica, imperiosa,
Véu, manto, fumaça, cortina...
Com ajuda do céu fica revigorada, poderosa, encantadora.
Noiva, apaixonante, pujante.
Um arco-da-aliança, celeste.
Tanto encantamento e tudo muito longe, distante léguas...

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Meus Presentes.


Esclarecendo, Vinicius é filho de uma amiga, vi este rapaz crescer assim como sua irmã, todos vieram até mim por intermédio de meu filho que tem amigos desde o maternal do colégio 16 anos vendo estes meninos e meninas crescendo. O que posso querer mais da vida?
Família, alegria, amigos e filhos, sobrinhos alguns postiços, mas como se verdadeiro fossem, nestes vinte anos de casamento tive e tenho momentos especiais. Minha casa é a da “tia”, chegam aqui e escuto cada bobagem (feliz de mim por ter bobagens para ouvir), alguns estão na faculdade, outros como meu filho fará vestibular ano que vem às vezes me pego  vendo como chegaram a minha casa meninos danados, hoje são adolescentes, falavam de brinquedos e hoje falam de namoradas e futebol. Agradeço, pois vivi cada momento da minha vida rodeada de vidas todas especiais.
E aí tia Renata?