quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

O amor e suas várias maneiras de amar.


Existem amores que não podem ser vividos, só sonhados

Existem medos que são sonhados e nunca vividos,

Fatos contados, vivenciados e nunca mais serão sonhados.

Alegrias intensas, vividas, realizadas e sonhadas.

Tristezas gigantescas, sofrível, amargada e vivida.

Divina a vida e seus segredos, seus sonhos, idílios

Vividos ou sonhados tê-los e senti-los.

Ouvir o som do coração o compassado batimento, vida,

Olhar dentro de si e ver-se livre de amarras, enlouquecer

De prazer, sonhar.

Liberdade, voar...

Tic tac



A dança das horas, em cada lugar existe um fuso-horário, e cada pessoa no mundo seu relógio biológico, os animais, os pássaros, as aves, tudo que habita nosso planeta tem sua hora, seu momento. E por mais óbvio que pareça nem nos preocupamos com isto, afinal o tempo voa, as horas passam correndo.
Na linha do tempo, nos ponteiros do relógio, na posição do sol, no mapa das estrelas, no batimento do coração. Cada minuto, segundo, hora, não separa mais ninguém no mundo interligado. Internauta navegador, mágica que o faz acordar às seis da manhã e ver o Japão às dezoito horas e alguns segundos. Dar bom dia sendo já talvez boa tarde, boa noite, ou ainda, embalado pelo sono não encontrar ninguém, pois é hora de dormir. Seguindo seu curso vai o tempo, a vida, as pessoas que correm ou ainda as que caminham devagar...
Na dança das horas escolha seu ritmo, dance uma valsa, uma salsa, um funk, um tango, um samba, um frevo, ou então se balance com o passar das horas em uma rede olhando o dia findar para que outro dia venha começar, na dança da sua hora.

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Qual será seu nome?


Haveria algum segredo na alegria daquela mulher de compridos cabelos que a cada momento tinha uma cor diferente?

Existiria diante de seus olhos um mundo que só ela podia ver, cheio de alegrias e amores possíveis, beijos eram pássaros que voavam a posar em rostos cheio de sorrisos.

Poderia ser tudo ilusão se aquela mulher não acreditasse nos seus sonhos, não tentasse ao menos realizar parcialmente, contudo conseguia realizar quase todos. Seus desejos eram simples essa talvez fosse a maior diferença, nada era complicado ou tinha traços de egoísmo, a simplicidade a tornava ainda mais bela e por onde passava deixava um suave perfume, rastros não tinha sua passagem era registrada apenas por quem via a vida com os olhos da fé, ou ainda, se apaixonado estivesse. Nome poderia ser qualquer um, chamar era fácil, contudo, fazê-la permanecer era uma interrogação, até ficava, por horas, dias, meses, anos e para tanto só queria ser respeitada, sentida e participativa, carinhos teriam que ser diários, para poder ouvir sua mansa e doce voz só precisa ser honesto e saber que às vezes é melhor ouvir do que falar. Desejos era um sentimento inevitável, prazer ela daria e sentiria se também recebesse, seria inesquecível a noites de luxuria que esta mulher lhe proporcionaria inesquecíveis. Mas como pássaro poderia se assustar com uma palavra rude e neste momento alçaria vôo para uma árvore frondosa, com muitas flores e frutos. Seu nome é fácil de descobrir basta ouvir seu coração e não a razão...

sábado, 23 de janeiro de 2010

Naturalis - φυσικό - garden - κήπος - jardín


Um dia nublado e lá estavam orquídeas, nuvens, buxinhos, palmeiras, dançando ao ritmo da brisa do mar, uma pesada nuvem ameaça, mas, talvez cumpra seu destino, chover, chover.

A nuvem que habita na terra trepidante dança, balançando seus azuis, a orquídea lilás um tanto imóvel a tudo observa e talvez sobre sussurros com sua amiga uma orquídea amarela que ainda não desabrochou condene esta farra da pequena planta azul e suas irmãs todas floridas e felizes.

Em seu solitário vaso o buxinho observa esta pendenga tropical e engraçada, uma palmeira cujo nome é ‘pata de elefante’ silenciosa fica assim como uma Fênix ao seu lado. Neste mundo de sussurros e segredos ficasse a imaginar o que diria uma roseira se neste jardim existisse. Talvez ela as orquídeas se dessem bem ou disputariam o trono da mais bela, ou da mais perfumada, a orquídea teria que exalar seu perfume escondindo ou criar,com certeza a seria um grande acontecimento, onde ainda se juntam bem-te-vis, pintassilgos, rolinhas e um casal de gaviões. Um mundo cheio de histórias e que pulsa e expulsa o que pode lhe fazer mal. Ainda existem chefleras, bougainville púrpura, comigo ninguém pode, espada de São Jorge, Jasmim e o cheiroso e frondoso Madagascar com suas flores lindas e perfumadas. E a chuva não quis cair, ficou um mormaço sonolento, aquele espaço havia parado no tempo, um slow-motion.



quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Pesca

Sentado em um tronco de coqueiro um senhor de cabelos cor de prata tecia uma rede, como fazia ninguém sabia sua linha de tecer era fina.

O que pescaria esta rede tão frágil?

Buscava o momento perdido, sim, algo que simplesmente se deixa passar, um perdão, um obrigado, um, por favor, uma prece tudo que de alguma maneira se atrasa ou fica para depois impedindo o tempo de cada um de seguir seu ritmo, sua vida, mas nela não vinha preso só o atraso, vinha também o adiantado, as palavras que saem sem serem pensadas, o julgamento, o medo do futuro, o amor desconhecido e atropelado, o perigo este escapa da rede com sua garra afiada. Então por vezes o Senhor tem que remendar esses buracos deixados pelos apressados, pelos inconvenientes, intolerantes e impacientes. Claro que nesta pesca existem outros peixes que arrebentam a rede, mas, o Senhor do Tempo se estiver disposto volta com uma pequena rede de mão e os salva. Atrasados sempre pensamos estar, adiantados muitas vezes nos orgulha, mas, será que sempre será para tanto?

O bom senso seria ideal se fosse fácil às vezes encontrá-lo ou ter guardado em um bolso para ser usado em tempo. Então esta rede que parece frágil na verdade é muito mais resistente do que se possa imaginar...

Esta atrasado ou adiantado?



terça-feira, 19 de janeiro de 2010

A Casa Caiada.


Em algum lugar, em algum momento, uma pequena casa de pintura caiada com o mar a sua frente. Em uma cadeira de balanço esta sentada a Paciência uma senhora de cabelos negros como a noite cheia de estrelas, uma pele rosada e um ar tranquilo, nas mãos um caderno e na mesa ao lado lápis de cores infinitas, desenhos que ela fazia sem pressa e cada um deles contava uma história de suas amigas Fé e Esperança, e nestes desenhos existiam muitos rostos que sequer haviam passado por sua praia. Em sua cadeira Paciência via todos os dias o nascer e o pôr do sol, durante o ano assistia o mar se revoltar e ficar parado em uma calmaria que estabelecia a harmonia entre ser e estar. Sempre recebia a visita de outra senhora a Sabedoria e esta tinha um pouco de todas as suas amigas, a Fé, a Esperança, a Sinceridade e também a Paciência, sua visita era cercada de muitas crianças chamadas Alegrias que corriam pela praia e molhavam os pés na espuma das ondas, sentadas ali as amigas desejavam que todos pudessem ter esta benção, conviver com tantas amigas e alegrias, mas, sabiam que tudo com o tempo acabam chegando, e só a mãe de todas a Vida iria lhes proporcionar esta expectativa de espera e realização de sonhos. O amigo Tempo sempre chega sem pressa é faz toda diferença, deixando que as horas pareçam infinitas, os dias mais longos e as noites de luar mais extensas. E nesta casa a porta sempre esta aberta, para todas as amigas Emoções, Sentimentos, Razão, todos que por esta porta passa e senta na varanda da casa caiada de alguma maneira se transforma.