sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Grão

Grão, tudo minúsculo em nosso mundo gigantesco. Sentimentos que como areia da praia gruda na pele, na toalha, carregamos nos chinelos, alguns grãos de areia ficam dentro da barra da roupa, assim como nossos sentimentos vão se agrupando partículas soltas no universo do nosso inconsciente. Quando gerados somos células que só se manifestam ao formar uma vida nova, um grão, um pedaço de nós que cresce seguro e protegido, um novo ser será somado em alguma vida. E neste mundo invisível tanta coisa passa despercebida sem ser vista pelos olhos, contudo sentida pelo coração, que depois de anos em um determinado momento será percebida e incluída em tamanho gigantesco e assim somos cegos e surdos algumas vezes. Com o passar dos anos tudo que precisava ser invisível começa a se mostrar grande e o grão é visto. Um sorriso vale muito, uma lágrima pode ser qualquer coisa emoção, dor, felicidade e o amor a maior razão para se viver, se alguém consegue descobrir ainda jovem então juntará todos seus grãos só que eles escorregarão pelos dedos, pois, não se deve prender um grão e sim libertá-lo para que este gere uma nova emoção, uma nova perspectiva de vida. Grão.



domingo, 3 de janeiro de 2010

Oh! linda.

Falando de Olinda, cidade de beleza imensa, falta a esta um carinho, um patrimônio histórico esplêndido, mas descuidado, igrejas belíssimas sem conservação, a cidade é quase que dormitório, pois a maioria trabalha em Recife. Tem ainda aquele ar de cidade de interior, litorânea e agradável, contudo precisa ser acarinhada, aqui andamos de chinelos, short, camiseta sem culpa, a orla outra beleza em noite de lua cheia torna-se apaixonante, bares aproveitam a bela paisagem e embalam os visitantes com uma brisa marítima. No alto da Sé parte antiga da cidade vemos todo o cais em Recife, ou ainda a beira mar de Olinda, alguns locais oferecem em suas janelas paisagem que parecem pintadas a mão, ainda temos as tapioqueiras, que nos servem esta iguaria maravilhosa, tem ainda o artesanato local rico em cores. O evento Olinda Arte por toda parte, abre as portas de ateliers espalhados por suas ladeiras. Seria bom se as autoridades cuidassem com o respeito que esta cidade merece, e então a frase histórica contada por garotos seria real, “Oh! Linda” , na real é linda por natureza.

sábado, 2 de janeiro de 2010

Retorno da Poesia

Mesmo que por vezes me cale o verbo estará lá, contido em lágrimas

Ou aberto em um sorriso.

Passarei invisível por portas e paredes e ainda assim serei a palavra.

Alguns me temem e outros me amam, alguns odeiam, outros me admiram.

Mas não quero aplauso e nem sucesso, apenas reconhecimento.

Quero enquanto viva ser o verbo existir e quando me for serei o verbo partir.

Não sei se serei flor ou cinzas, mas o verbo adequado qual será?

Ou quem sabe serei uma palavra única em nosso português,

Serei saudade...



Vida

No caminho da vida, alguns tropeços, quando acontece um resmungo uma rusga com o desnível e tudo parece aliviar o susto, nesta caminhada existem a alternância de solo, um é de grama macia, outro de pedriscos que ferem os pés, uns molhados com água fria que aliviam o cansaço da caminhada.

E talvez alguém pense seria fácil se usasse sapatos, a caminhada ficaria menos sofrível, mas minha alma anda descalça quer sentir as emoções deste caminho e fazer-me sentir também.

Por vezes temos companhia, algumas boas que te elevam e outras que te derrubam, algumas que nadam junto em um lago e outras que afundam como âncoras indo ao mais profundo escuro do mar e lá morrendo cega e com frio. Minha alma companheira de 20 anos é quente, cheia de energia, por vezes aparece um mau humor e inebria esta luz, contudo esta não me pertence apenas me acompanha e qualquer dia pode até ir e não mais voltar, são os riscos da vida, e o que seria uma vida sem sustos ou perdas?

Apenas vida, mas seria uma vida vivida?

Seria uma vida feliz, cheia de surpresas?

Seria um pequeno lago ou oceano?

Seria um planeta ou o universo?



ano novo...

Um novo ano se inicia, cheio de perspectivas, sonhos, objetivos alguns possíveis e outros esdrúxulos, mas todo e qualquer um valerá a pena ao menos para quem o quer conseguir realizar.

Temos nosso calendário e com ele 365 dias, hoje 363, para mais uma vez cair, levantar, rir, chorar, perdoar, culpar, julgar, gargalhar com uma besteira e chorar litros por outra besteira maior.

O ano passa e de alguma maneira achamos que ele termina exatamente no dia 31 de dezembro, sabemos o que há milênios foi determinado e cientificamente aceito, e se descobríssemos que o ano termina em julho seria engraçado, ou que um ano não tem só 365 dias e sim o dobro. Estou dando minha primeira risada de uma besteira...

Amanhã o que vai ser? – Nem tenho idéia, mas o que importa?

Vamos aceitar o inevitável e começar a viver 2010.